terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Amor e Guerra em Casablanca

   Vc se atreveria a recontar a história de Casablanca? Claro que não, filmes definitivos não precisam de novas versões. Apenas podem ser recriados, mesmo que seja impossível inventar um novo Humphrey Bogart e uma nova Ingrid Bergman, sempre se pode chamar um roteirista talentoso (Steven Knight) para contar uma nova história de amor que inicie em Casablanca, durante a 2ª Guerra e se encerre em frente a um pequeno avião, na chuva e com um forte componente dramático. Spoiler, como diriam meus filhos? No, até pq não vou contar o fim de Aliados, pela intensidade da cena que Robert Zemeckis soube recriar, mesmo que em cores, num clima bem noir. 

   Quando não se tem o charme viril de Bogey, pode-se sempre apelar para o olhar triste do homem mais desejado de Hollywood e Brad Pit surpreende no papel dramático, sorrindo uma única vez em todo filme. E para o papel da mais estonteante sueca da história cinematográfica, busca-se outra atriz européia, com olhar(e que olhar) e boca tão apaixonantes quanto Bergman, a única na história a ganhar um Oscar por uma perfórmance totalmente feita em francês, a parisiense Marion Cotilliard. Figurino, luz e fotografia impecáveis ajudam mto a compor o clima de Aliados como uma alternativa interessante para essa história de amor que inicia em Casablanca e finaliza no aeródromo, com gosto amargo, que Hollywood tenta adoçar ao longo de 2 minutos desnecessários após a história chegar ao fim.

   O melhor, talvez, de assistir um drama de amor e guerra em meio ao Carnaval, é que a escolha do filme foi do caçula, que ao sairmos do GNC Iguatemi, enquanto saboreávamos um daqueles sovertes absurdos da Troppo Buonno e ele disse: “gostei”.